Mostrar mensagens com a etiqueta ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ALFÂNDEGA DA FÉ. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ALFÂNDEGA DA FÉ. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ALFÂNDEGA DA FÉ,

TEIXEIRA DA SILVA  *
Teixeira da Silva.JPG
.
ALFANDEGA DA FÉ é uma vila com cerca de dois mil e cinquenta habitantes de ambos os sexos no interior do seu perímetro urbano. É sede de um município fundado no ano de 1294, atualmente formado por doze freguesias, com a área total de 321,95 quilómetros quadrados habitada em permanência (recenseamento de 2011) por cerca de cinco mil e cem habitantes, o que transporta à densidade populacional de quase 16 (15,9) habitantes/quilómetro quadrado.
.
ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ALFANDEGA é o corpo de bombeiros que presta serviço em toda a área concelhia. Foi fundada em 20 de dezembro de 1933 por um punhado de homens bons e briosos alfandeguenses de que se destacam (perdoem-me qualquer omissão involuntária) os ilustres JÚLIO MANUEL PEREIRA, URBANO ULISSES URZE PIRES, FRANCISCO JOSÉ LEMOS DE MENDONÇA, MÁRIO DA CONCEIÇÃO MIRANDA, MANUEL MARIA MARTINS, JOÃO PEDRO TRIGO, JOSÉ LOPES, ÁLVARO DE JESUS LAGOINHA, MANUEL ANTÓNIO FERREIRA, ISMAEL MARTINS, ÁLVARO JOSÉ PIRES, ACÁCIO AUGUSTO ALBUQUERQUE, ALÍPIO JOSÉ TRIGO, ACÁCIO ALÍPIO TRIGO  e MÁRIO JOAQUIM TRIGO. As suas instalações iniciais estavam afastadas entre si; a sede ficava no centro da vila junto à Torre do Relógio, por sua vez a garagem das viaturas localizava-se nas Barreirinhas. O primeiro acervo era constituído por carros braçais e posteriormente foi adquirido um carro descapotável, que foi o primeiro da corporação a utilizar pneus de borracha.
No ano de 1934 foi formada a banda dos bombeiros que durou até 1995 e que começou por ser ensaiada pelo conhecido mestre local apelidado de “Repolho”. Poder-se-á dizer que o verdadeiro primeiro quartel ficava na Rua João de Deus, precisamente no edifício onde se encontra a “Taberna da Dona Beatriz”. Por sua vez, o segundo ficou situado na Praça do Município e para a sua construção foram necessárias todas as mãos dos residentes e até de outros locais próximos, pois quem não pudesse oferecer dinheiro, oferecia uma jorna (dia de trabalho). Este quartel veio a ficar concluido no  ano de 1959 e nas suas instalações já se evidenciava uma sala destinada a camarata, um gabinete para as reuniões da direção e comando e uma outra sala equipada com bar e mesa de bilhar; em anexo existia uma sala polivalente onde se podiam realizar vários tipos de espetáculos. 
O terceiro quartel/sede (o que chegou aos nossos dias) foi edificado na atual Avenida dos Bombeiros Voluntários, sendo a sua construção do ano de 1992. O primeiro comandante desta associação foi o ilustre, Carolino Abílio Urze que cumpriu o mandato entre os anos de 1933 a 1940, ano em que foi substituído por Jeremias Clemente Ferreira que ocupou o cargo até 1984. Já agora o terceiro comandante foi Manuel Cordeiro até 2000, encontrando-se desde essa altura no exercício de funções, João António Cordeiro Martins.
Atendendo-se à data da constituição, esta associação encontra-se no a comemorar o seu octogésimo quatro aniversário.
.
(Baseado em publicação amavelmente oferecida ao cronista pela associação humanitária)

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ALFÂNDEGA DA FÉ,

DESCRIÇÃO

A Associação teve como primeiro comandante, Carolino Abílio Urze de 1933 a 1940. 
O segundo comandante foi Jeremias Clemente Ferreira de 1940 a 1984. Beatriz. Uma sala de convívio com bar e bilhar e uma sala de espectáculos 
O terceiro quartel sita na rua Avenida dos Bombeiros Voluntários e foi construído em 1992, Em 1959 estava concluído com instalações e destacava-se um compartimento reservado a uma camarata, um gabinete de direcção e comando.
 Para a construção do quartel foram precisas todas as mãos. 
O segundo quartel ficou situado na Praça do Município. 
O terceiro comandante foi Manuel Cordeiro de 1984 a 2000. 
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alfândega da Fé foi fundada a 20 de Dezembro de 1933. 
Quem não podia oferecer dinheiro oferecia uma jeira. 
Os primeiros carros da Associação foram os carros braçais e de seguida comprou um carro descapotável. José Lopes, Francisco José Lemos de Mendonça, João Pedro Trigo, junto à Torre do Relógio no armazém nas Barreirinhas ficavam os carros da Associação, Manuel António Ferreira, Álvaro de Jesus Legoinha, Mário da Conceição Miranda, Acácio Alípio Trigo e Mário Joaquim Trigo 
A sede ficava no coração do centro histórico, Álvaro José Pires Acácio Augusto Albuquerque, Urbano Ulisses Urze Pires, 
Os seus fundadores foram os seguintes: Julio Manuel Pereira, Ismael Martins, Alípio José Trigo, Manuel Maria Marins. 
E actualmente o comandante é João António Cordeiro Martins. Teve um primeiro quartel de raíz situado na Rua João de Deus no edificio que hoje é a Taberna da D.Chiquinha?
Em 1934 a 1ª banda dos bombeiros, também ela dirigida pelo afamado mestre “Repolho”, acabou em 1995.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

BOMBEIROS



6-A construção do Quartel dos Bombeiros


O antigo Quartel dos Bombeiros Voluntários


O Dr. Faria fez da construção de um edifício com condições para as actividades culturais um dos objectivos de toda a sua actividade. Mas as dificuldades financeiras para concretizar aquela ideia acabaram por ditar que se lhe juntasse a do Quartel dos Bombeiros Voluntários, que já então existiam, mas praticamente não tinham um local onde guardar os parcos equipamentos que possuiam. O dinheiro não veio apenas através da organização de contradanças ou cortejos. As receitas dos teatros, nomeadamente de “As Pupilas do Sr. Reitor”, reverteram para este fim, como recorda Manuel Cordeiro: “Não havia cá bombeiros na altura, isto foi para a construção dos bombeiros, foi para o que a gente trabalhou e fizemos as Pupilas do Sr. Reitor, depois fomos a Mirandela e a Vila Flor dar o espectáculo (…)”

Esta foto já é pelo menos dos anos 50, mas mostra o tipo de equipamentos os Bombeiros tinham.

Manuel Cordeiro, que também ele viria a ser Comandante dos Bombeiros Voluntários, sucedendo a Jeremias Ferreira, referindo-se à situação daquele tempo acrescenta ainda que“(…)isto praticamente era uma vila muito pequena e aqui tudo o que se fazia na altura quase era ligado à parte dos bombeiros, porque ajudando os bombeiros ajudava-se Alfandega. Realmente a juventude quase se juntava toda nos bombeiros, toda a gente procurava auxiliar os bombeiros, foi nessa altura que se começaram a construir os bombeiros e todo o edifício foi feito por gente de Alfandega e começou precisamente com as iniciativas do Dr. Faria.”
Tentemos esclarecer um pouco esta parte da história dos Bombeiros Voluntários. A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alfândega da Fé havia sido fundada na década de 20. Durante muitos anos não existiu verdadeiramente um quartel, e este movimento conheceu várias instalações, todas elas muito pequenas e sem condições, como explica Armando Almeida: “Era na rua de cima, [hoje rua Francisco Maria Cordeiro] ao pé do Rego. (…) foi o Carolino Urze que fundou, foi o primeiro Comandante, depois vieram aqui para baixo para onde era a tasca da Chiquinha que é hoje da Dona Alice, [hoje rua S. João] aquilo até era muito pequeno, não tinha qualquer tipo de condições e então ele [Dr. Faria] sonhou fazer-lhes os bombeiros, arranjaram o lugar, a Câmara disponibilizou o lugar mas dinheiros não havia (…)”.
No entanto, a construção do novo quartel dos Bombeiros Voluntários não foi tarefa fácil, até porque o Dr. Faria, para além de pretender melhorar as condições da corporação, tinha um outro objectivo, talvez até mais importante e a verdadeira razão desta obra, como destaca Horácio Pires, que acompanhou muito de perto todo este processo.
Uma das coisas que ele pretendia era arranjar uma casa de espectáculos, que nós não tínhamos, então ele conseguiu que uma boa parte das oferendas fosse para a construção desse edifício que era para a casa dos espectáculos (…)”

O início da construção do edifício, numa foto bastante danificada.

Na verdade, uma das razões que explicam a dificuldade da concretização desta obra prende-se com o facto de ela incluir um enorme salão de espectáculos, com um palco de dimensões apreciáveis para a época (tinha até espaço para o ponto, compartimentos anexos que serviam de camarins e já com instalações sanitárias). O salão dos Bombeiros, como era conhecido, tinha ainda espaço para bilheteiras, sanitários para os espectadores e até um balcão. Chegaram a realizar-se ali espectáculos com meio milhar de pessoas a assistir!
Os custos da obra não permitiram a sua conclusão tão cedo quanto o Dr. Faria pretendia, como refere ainda Horácio Pires: “(…) conseguiu apenas fazer os alicerces, um bocado de parede de um dos lados, três ou quatro metros mais ou menos, depois teve que abandonar porque faltou a receita. Ficou assim abandonado até que a Câmara o concedeu para os bombeiros e fiquei com o encargo de conseguir completar a obra, com muitas dificuldades, mas conseguimos de facto. Continuámos a casa, fechamos o telhado e as portas e ficou mais ou menos a poder utilizar-se, não ficou completamente perfeita mas por fim conseguiu acabar-se, embora na fase final já não tenha sido eu”.
Apesar de as entrevistas não serem muito explícitas sobre o assunto, vale a pena prestar especial atenção a esta última citação, na qual se sugere que a obra terá começado apenas com objectivos culturais e só depois a Câmara a terá entregue aos Bombeiros, tendo sido concluída já com as duas finalidades, casa de espectáculos e quartel dos Bombeiros. Esta questão fica reforçada se atentarmos no facto de que o terreno foi cedido pela Câmara Municipal e nunca foi posto em nome da Associação dos Bombeiros, o mesmo acontecendo com o edifício, de tal forma que há poucos anos, quando foi demolido para ali se construir a actual Casa da Cultura, a propriedade continuava a ser da Câmara Municipal.

O antigo salão dos Bombeiros, nos anos 90


ALFÂNDEGA DA FÉ - RESISTIR NO NORDESTE
site de Francisco José Lopes




Independentemente destes pormenores, o certo é que a construção daquele edifício foi ideia do Dr. Faria, que não se limitou a contribuir com as suas iniciativas culturais, mas acabou por se transformar em obra do povo, ou seja, feita com um pouco de esforço e sacrifício de quase todas as famílias da Vila e até de outras freguesias do concelho.

sábado, 11 de outubro de 2014

Sandra Martins

HISTÓRIAS DE VIDA
 Nascida para servir
29/10/2013 22:57:07
Sandra Martins é uma mulher de armas, uma das muitas que integram por mérito as tropas de elite que servem os quartéis dos bombeiros voluntários do nosso País.
 Dona de uma vida dura, esta bombeira de 2.ª encontrou nos Voluntários de Alfandega da Fé não só um rumo, mas também uma vocação.
 A única motorista - no feminino - do distrito de Bragança é, pois, o exemplo de entrega e abnegação que caracteriza os “soldados do bem” Sofia Ribeiro (texto) Marques Valentim (fotos)
Empregos precários levaram Sandra Martins à Associação Humanitária do Alfandega da Fé que a contratou “para as limpezas”, conforme conta a protagonista de uma história de afetos, que começou a ser contada há uma década. Sandra Martins já tinha 27 anos quando descobriu a sua vocação, “dois ou três dias depois de ter entrado pela primeira no quartel”, quando largou a vassoura para acompanhar uns doentes à sessão de fisioterapia. Esse acaso mudou-lhe a vida, percebeu que “queria andar nas ambulâncias, ajudar as pessoas, tratar delas”. A entrega e a garra desta mulher eram tão evidentes que direção e comando não hesitaram em integrá-la no corpo de bombeiros, dando-lhe a hipótese de obter a formação necessária, uma oportunidade que agarrou com as duas mãos, tanto que desde então nunca mais parou, sendo mesmo a única mulher do distrito habilitada para conduzir veículos de emergência.
 Depois de cumprir 10 anos de serviço e ao serviço dos bombeiros, Sandra é perentória: - Gosto mesmo disto! Divertida, genuína fala com desembaraço, sem escolher as palavras sem filtrar emoções, debitando episódios da sua vida que nem sempre foi fácil. Mas Sandra soube trocar as voltas ao “destino”, sendo hoje uma mulher realizada e, sobretudo, como gosta de sublinhar, “estimada por todos”. Fala com carinho dos “seus” doentes. “Eles sentem-se bem comigo, desabafamos muito uns com os outros”, conta, para depois revelar preocupação com a conjuntura do País que dita os tais cortes nas despesas do Estado que afetam, sobretudo, os mais carenciados.
“São muitos os idosos que já não podem ir aos tratamentos, pessoas pobres que mal têm para comer… coitadinhos… Custa-me tanto”, diz-nos. “Sabem… Eu vivo isto, gosto mesmo de trabalhar aqui”, diz-nos como que justiçando a evidente revolta que deixa, por minutos, transparecer. Prossegue falando de um dia-a-dia marcado pelo transporte de doentes, por muitos quilómetros percorridos, pelas viagens sem conta a Mirandela, a Bragança, ao Porto e a Coimbra. Apesar de ser notória a paixão com que vive esta (quase) rotina, sublinha que, para além serviços de saúde, também se “sente motivada e preparada” nos incêndios, que aliás este ano não deram tréguas aos bombeiros, roubaram meios e vestiram de negro a região de Alfandega da Fé.
 Das muitas missões cumpridas ao serviço do corpo de bombeiros, Sandra Martins recorda, um acidente de mota que colocou em risco de vida “um miúdo de apenas 15 anos” “A serra de Bornes estava a arder e a GNR não me queria deixar passar, mas eu estava decidida. Preferia arriscar tudo do que sentir que nada tinha feito para salvar aquela vida. Eram duas da manhã… eu chorava com a mãe que acompanhava o rapaz na viatura… mas cumpri a minha missão.” Nem todas as histórias têm finais felizes, mas a bombeira não desanima, pois “há que seguir em frente, muito embora, muitas vezes, seja tão difícil” até porque em “meios pequenos todos se conhecem, acabamos por sofrer com as pessoas”.
Não teve um percurso fácil. Foi mãe com apenas 16 anos e tudo fez pelo filho que também fez bombeiro, nada mais que orgulhe esta operacional afoita que serve de exemplo aos camaradas, num contingente onde as mulheres ainda se contam pelos dedos de uma só mão, nada que a inferiorize, pelo contrário, contribui, antes, para a sua valorização, pois todos os dias quer ser melhor.
http://bombeirosdeportugal.pt/reportagem/nascida-para-servir=102