segunda-feira, 28 de setembro de 2009

LENDA DOS CAVALEIROS DAS ESPORAS DOURADAS, OU DO TRIBUTO DAS DONZELAS

Tanto quanto pudemos apurar, esta lenda (e o tributo das donzelas), tem sido referida em várias publicações como "Santuário Mariano", "Monarchia Lusitana" de frei Bernardo de Brito, na "Chorographia" do Padre Carvalho da Costa, no "Dicionário Geográfico" do Padre Luís Cardoso e posteriormente referida em publicações mais recentes, com uma ou as duas designações acima identificadas. Recentemente foi ainda publicado pela Câmara Municipal de Alfândega da Fé um romance inédito (em termos de livro) de João Baptista Vilares, cujo tema é esta lenda. A Lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas, ou do Tributo das Donzelas pode resumir se da seguinte forma: no tempo do domínio muçulmano existia um mouro que, a partir do castelo do monte carrascal, próximo da actual localidade de Chacim (que já foi vila e hoje pertence ao concelho de Macedo de Cavaleiros) dominava toda a região, incluindo as gentes de Castro Vicente (que também já foi vila e hoje pertence ao concelho de Mogadouro) e as de Alfândega e como feudo exigia às populações a entrega de um determinado número de donzelas. Revoltados com este "tributo de donzelas", os moradores de Alfândega e seu concelho (nomeadamente Vilares da Vilariça) reagiram com armas, tendo os seus "Cavaleiros das Esporas Douradas" organizado uma investida contra o mouro, apoiados pelos de Castro Vicente. A batalha entre as duas partes ocorreu próximo do castelo do mouro; apesar de aguerridos os cristãos começaram por ter dificuldade em vencer as hostes muçulmanas e estavam prestes a perder a luta, tantos eram já os mortos e os feridos; entretanto, apareceu Nossa Senhora, que foi reanimando os mortos e curando os vivos, passando lhes um ramo de bálsamo que trazia na mão; à medida que o grupo dos cristãos se foi recompondo a peleja aumentou de intensidade e os muçulmanos foram completamente rechaçados terminando assim a obrigatoriedade daquele tributo. No local construiu-se uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Bálsamo na Mão, hoje o santuário de Balsemão; o local de tão grande chacina deu origem a Chacim, localidade que haveria de ser sede de concelho até meados do século XIX; e Alfândega, graças à valentia dos seus cavaleiros, em nome da fé cristã, passou a designar se Alfândega da Fé. Relativamente a esta lenda e para explicar a existência dos cavaleiros, o Padre Manuel Pessanha sugere que Alfândega da Fé tenha sido sede de uma ordem militar, "antiga, anonyma, muito anterior aos templários, e mesmo a qualquer ordem militar conhecida"3 com cerca de duzentos membros. Na realidade o Padre Carvalho da Costa, na sua "Chorographia", refere a existência de duzentos cavaleiros, mas o Padre Luís Cardoso, no "Dicionário Geográfico", refere apenas 25. Entretanto, não deve excluir se a possibilidade de o imaginário popular ter encontrado na Ordem de Malta a ideia dos cavaleiros. Um estudo recente de Belarmino Afonso refere que a igreja de Malta pertenceu àquela Ordem desde D. Sancho I, o que nos leva para o século XII. Ora, como a carta de foral de D. Dinis já identifica Alfândega da Fé como vila e possuindo castelo, é de admitir que o concelho já existisse anteriormente com esse nome, pelo que a lenda só teria sentido se fosse ainda mais antiga, uma vez que os acontecimentos nela contidos servem sobretudo para explicar o "da Fé". Ou seja, esta lenda pode muito bem ser anterior à própria nacionalidade e transformar se num elemento de estudo que comprove o papel que esta vila teve durante o domínio muçulmano nesta região.

HERÁLDICA



Ordenação heráldica do brasão e bandeira

Publicada no Diário do Governo, I Série de 27/04/1935
Armas - Escudo de negro, com uma torre torreada de prata, aberta e iluminada de vermelho, sendo o torreado acompanhado por sete abelhas de ouro postas em semicírculo, voltadas ao centro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres a negro : " VILA DE ALFÂNDEGA DA FÉ ".

Bandeira - De branco, cordões e borlas de prata e negro. Haste e lança de ouro.

domingo, 27 de setembro de 2009

ASPECTOS HUMANOS





COOPERATIVA AGRÍCOLA










































CASA DO CAPITÃO MENDONÇA



























Concelho de Alfândega da Fé, freguesia de Alfândega da Fé
Portal granítico maneirista, de vão recto, com ombreiras flanqueadas por duas meias colunas toscanas e encimado por um frontão. Este é ladeado por dois pináculos nas extermidades e por uma cruz latina ao centro e ornado com decoração central de dois círculos concêntricos em alto relevo, com quadrifólio central em baixo relevo. As colunas são emolduradas, da parte exterior, por volutas, motivo que remata igualmente os ângulos do frontão. O interior é austero e desprovido de decoração. Recebeu portão de duas folhas pintado a verde.
Acesso: EN 215 ( R. Capitão Mendonça ) nº 49.
Protecção: Proposto como Valor Concelhio pelo PDM de Alfândega da Fé, DR 241 de 18 Outubro 1994.











PORTAL DE ENTRADA DA CASA DOS MENDONÇAS Portal granítico maneirista, de vão recto, com ombreiras flanqueadas por duas meias colunas toscanas e encimado por um frontão. Este é ladeado por dois pináculos nas extermidades e por uma cruz latina ao centro e ornado com decoração central de dois círculos concêntricos em alto relevo, com quadrifólio central em baixo relevo. As colunas são emolduradas, da parte exterior, por volutas, motivo que remata igualmente os ângulos do frontão. O interior é austero e desprovido de decoração. Recebeu portão de duas folhas pintado a verde.

ARQUITECTURA RELIGIOSA:CAPELAS

CAPELA SÃO SEBASTIÃO
CAPELA DA MISERICÓRDIA
CAPELA ESPÍRITO SANTO
IGREJA MATRIZ DE ALFÂNDEGA DA FÉ











PERSONALIDADE ILUSTRE: Dr RICARDO RAFAEL ALMEIDA

Ricardo de Almeida (1871-1923)
Nasceu em Vila Flor, médico, destacou-se na luta pela Restauração do Concelho.
Falecido em Alfândega da Fé a 05/02/1923




sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ALFÂNDEGA DA FÉ

FUNDADA EM 1933
Morada: Avenida dos Bombeiros, Alfândega Fé.
Código postal:5350-003 Alfândega da Fé
E-mail:

Tel:279462429
Fax:279462252

PÁGINA OFICIAL


















TORRE DO RELÓGIO

É o que resta do antigo castelo.
TORRE DO RELÓGIO - Esta torre, ex-libris da vila, tem a atual designação [elo menos desde o início do século XIX; mas as suas características e o fato de estar localizada na zona onde passava o "muro" do castelo, leva a supor tratar-se do que resta daquela fortificação.